Ações para garantir a qualidade da água no verão

Ações para garantir a qualidade da água no verão

A qualidade da água é preocupação fundamental quando o assunto é a vida em condomínios, seja no que se refere ao bem-estar e a qualidade de vida que o líquido proporciona, até a prevenção de doenças como a dengue, cólera, diarréia, micoses, hepatites, entre outras.

Em Balneário Camboriú, onde edifícios de todos os tamanhos e estilos ganham a paisagem diariamente, focar na prevenção na hora da análise da água das piscinas e das caixas d’água, é essencial para uma cidade que recebe, no verão, uma população flutuante de quase um milhão de pessoas.

Assim, a Vigilância Sanitária recomenda que a limpeza das caixas d’água seja feita a cada seis meses. Nas épocas de muita chuva o risco de acumular sujeira é ainda maior.

Água parada

Os riscos aumentam em cidades litorâneas como Balneário, porque são esses locais que recebem a maior parte dos condôminos de verão. Além disso, em centros turísticos a água fica parada por muito tempo nas cisternas e nas caixas, já que o consumo é elevado em três ou quatro meses e cai consideravelmente no restante do ano, notadamente no inverno.

Os cuidados com a caixa d'água devem ser tomados por profissionais especializados, seguindo corretamente as orientações da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN). Esfregar as paredes com escova de nylon, aplicando cloro e fortes jatos de água são algumas das recomendações da Companhia.

Mas, existem outras: como a importância de observar o estado do reservatório, avaliando se há rachaduras, assim como se está bem tampado, para evitar a entrada de sujeiras e animais. É necessário ainda verificar as condições dos telhados, calhas e canos e, caso a caixa se encontre no subsolo, se ela está protegida contra enxurradas.

Sanidade

O advogado e corretor de imóveis, Luciano Hartmann, síndico do edifício Small, localizado na Avenida do Estado, no Centro de Balneário Camboriú, explica que o sistema de abastecimento de água – reservatórios (caixas d’água), tubulações e bombas d’água, que atendem a demanda dos apartamentos e das áreas comuns exigem atenção especial da administração condominial, quanto a sua funcionalidade e sanidade. “Todas as caixas d’água e demais reservatórios de uso comum devem ser lavados e desinfetados a cada seis meses. Após a lavação e a desinfecção, deverá ser solicitado a Vigilância Sanitária municipal a análise laboratorial de uma amostra de água coletada no condomínio. O resultado constatado no laudo deverá atestar a qualidade da água para o uso e ser arquivado, pela administração, para futuras fiscalizações”.

Hartmann, que administra 149 apartamentos no edifício Small, onde moram cerca de 400 pessoas, afirma que é recomendável durante o processo de limpeza e desinfecção das caixas d’água que seja verificado o estado das paredes internas de todos os reservatórios, observando a sua integridade estrutural e o seu nível de impermeabilidade. Ele aconselha também que os síndicos devem providenciar junto a uma empresa especializada, a verificação periódica das bombas de água e dos componentes hidroelétricos do sistema, efetuando o rodízio das bombas de recalque e verificando ainda os fusíveis e chaves de proteção.

“Recomendo como complemento necessário para a manutenção do sistema de abastecimento de água do condomínio, a verificação da tubulação do edifício. As tubulações mais antigas, de ferro, estão sujeitas a corrosão, sendo responsáveis pelos inúmeros vazamentos e entupimentos que surgem e também pela nocividade da água oferecida. Periodicamente, devem ser feitos testes de ferrugem para garantir a qualidade da água”, avalia Hartmann.

Vedação

O técnico em limpeza de caixa d’água, João Paulo Knedel, explica que outro cuidado importante é com a vedação completa dos reservatórios de água em casas, edifícios e condomínios. “Se não ficar bem vedada, pode entrar rato, passarinho, morcego, barata e contaminar a água”, comenta, lembrando que a água é um meio de transmissão de algumas doenças, como a dengue. Portanto, muito cuidado com a água que se consome. “Evitar a entrada de luz no interior da caixa também ajuda a evitar a proliferação de fungos e bactérias”, completa João Paulo.

(Matéria originalmente publicada em 15/01/2016)

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